Uma menina, uma mullher, uma senhora. / Uma jornalista, uma belo-letrista, uma psicóloga. / Uma louca, uma desafinada, uma poeta. / Uma amiga, uma amante, uma Renata. / Uma bebê, uma chuchu, uma DNS. /Uma lunaticidades, uma cousas e louças, uma doida e santa. /Uma barulhenta, uma desastrada, uma prática. / Uma carente, uma ciumenta, uma tarada. / Uma sonhadora, uma inconstância, uma permanência. / Uma pesquisadora, uma escritora, uma professora. / Uma filha, uma irmã, uma tia. / Uma Elis, uma Martha, uma Rita. / Uma maranhense, uma carioca, uma paulista, /Uma fofa, uma ma_luka, uma carismática. / Uma ex, uma quase, uma futura. / Uma tosca, uma ralada, uma beeesha. /Uma minha, uma sua, uma nossa.
De todas as maneiras, de qualquer perspectiva, será sempre minha e nossa querida!
Dia 7 de abril foi um dia de perda para a cultura maranhense. Perdemos mestre Vieira, aos 88 anos, para uma enfermidade já conhecidade de muitos – um AVC. Prosador como poucos, Vieira teve uma história simples, mas repleta de bom humor, de sonoridade, de sorte e poesia!
De uma sinceridade e simplicidade ferrenhas, Antônio Vieira nasceu em 9 de maio de 1920, em São Luis, Maranhão. Nasceu na Rua São João, perto de onde se respirava (e por que não dizer que ainda restam alguns sopros de ar?) cultura, musicalidade, ‘povão’ e intelectuais num mesmo reduto, inocência e causos. Muitos causos. Foi criado por sua madrinha por muitos anos, tendo nessa época vivido uma vida com certo conforto, porém teve que voltar para a casa da mãe com a morte do padrinho e junto com eles lutar pela sobrevivência. Mesmo em meio às dificuldades, sempre foi musical. Uma inspiração que fez com que, ainda menino, compusesse sua primeira música aos 16 anos – Mulata Bonita. De lá pra cá, foram mais de 400 composições, mas Vieira só começaria uma carreira artística já numa alta idade, gravando seu primeiro disco, O samba é bom. Mesmo com o cd pronto, seu Antônio continuava simples, sem muitas mudanças, mantendo uma vida normal, com apresentações esporádicas, além de entrevistas e participações em show’s.
Eu tive o prazer e a honra de tê-lo conhecido e convivido, ainda que pouco, com ele. Sempre que ia para o Centro Histórico, via-o. Era quase uma rotina! Trabalhar com cultura maranhense, num espaço como era o núcleo de Produção da Radium proporcionou-me momentos maravilhosos! - Antônio Vieira foi um desses momentos. Como adoro música e lidar com pessoas como ele (pela musicalidade, simplicidade e a idade carregada de 'heranças'), dá pra imaginar como foi pra mim, este contato.
De todos os encontros com o mestre, duas lembranças me marcaram de forma especial:
a primeira, a visão dele sentado na banquinha de revistas da Praia Grande, quase todos os dias, em seu misto de elegância e simplicidade, a ler e prosear, sempre solícito, conversador, alegre…;
a segunda, uma manhã na produção da Radium, em que ele seria o entrevistado no Santo. Lá estava Antônio Vieira sentadinho, esperando sua hora de entrar...conversa vai, conversa vem…um papo tão bom, que acabou com ele declamando um lindo poema seu, feito há décadas atrás. Eu, toda boba, estava em êxtase por ver a proesa daquela memória afiada e a beleza de suas palavras ditas com tanta sinceridade e emoção, que pareciam refletir sua alma. Sinceramente não sei se as outras pessoas na sala sentiram o mesmo, mas é uma cena que não sumirá de minhas boas lembranças pela vida que segue pra mim!
Agora, Pellegrini não vai mais poder me chatear com o “mulata bonita” e o 'belo partido’ que era seu Vieira! O que é uma pena, pois confesso que gostava quando ele me chateava com isso (rs)…não pelo partido, mas pelo contexto no todo.
Algumas coisas em nossa vida são muito singelas, tanto que nem sempre nos apercebemos delas. E alguns momentos como esses são um exemplo disso. Quem me conhece sabe que pramim, esse tipo coisa mexe fundo, marca mesmo. E aí, não sei se deve ao que dizem ser a minha ‘velhice de alma’…vai saber?! O fato é que não fico triste por ele ter partido em si (pois creio nos 'tempos'!), mas por não poder mais ver aquela figura a contar suas histórias, seus 'causos', cantar! Acredito que ele ficará bem! E isso já é um consolo. Resta-nos as boas lembranças e sua bela obra.
Ai, gente! "Empreguicei" para isso aqui. Aff! Às vezes, tenho idéias para posts, mas me dá uma azia danada para escrever aqui. Mas tá, deixemos essa sessão psicológica pra depois. Não vou contaminá-los.
Estou precisando me desfazer das minhas mentiras, né? Então, vamos às verdades! Ou melhor, às mentiras! \o/ Que rufem os tamboreeesss:
1 - Quando eu tinha 3 anos, caí de uma altura de 3 a 4 metros e nunca mais me recuperei.
Foi gente! =,[ Eu tava jogando pedra no tanque do quintal alheio, que ficava três ou quatro metros abaixo do terraço onde eu estava e um outro guri me empurrou. Desmaiei e virei 'sensação' no bairro. Aahsuhaushasua
2 - Aprendi a jogar futebol de botão com meus irmãos.MENTIRA!
Hahsuahsuahsuahsaushas. Aprendi a assistir jogos de futebol de campo e de botão com eles, mas nunca aprendi nem as regras, quanto mais jogar. Ahauahauhauaa.
3 - Não quero engravidar antes de adotar uma criança.
Meu sonho é adotar uma criança. Não lembro quando surgiu o meu desejo, mas mamãe até hoje reprova a minha decisão. Segundo ela, "já é complicado criar seus próprios filhos, imagine o dos outros, que tu não sabe nem quem é pai, mãe...se é assassino, puta...". Bom, isso é um puta preconceito e há muitas crianças por aí precisando de um lar. Então, se tudo caminhar como planejo, vou primeiro adotar e depois engravidar.
4 - Quando eu tinha 12 anos, ganhei medalha de ouro num campeonato de conjugação de verbos, promovido na escola.
Sem falsa modéstia e sem querer me gabar, ganhei a medalha de ouro siiiim... Foi um campeonato, no São Vicente de Paulo. Surrupiaram a minha medalha e não tenho paradeiros dela. :@
5 - Entrar numa banca de jornal, hoje, tem sido uma façanha para comprar revistas em quadrinhos.
Como trazer um adolescente para a leitura?? Presenteando-o com Cem Anos de Solidão? Nãããoo....Entupindo-o de revistinhas em quadrinhos. Hahahahha. Yeah! Tá sendo um barato entrar no mundo dos quadrinhos, para estimular a leitura no meu sobrinho mais velho.
6 - Desisti de ser jornalista para fazer psicologia.MENTIRA!
O jornalismo ainda é uma icognita para mim, mas a história de fazer psicologia já teve seus 15 minutos de fama. Hahahahha.
7 - Eu já pinchei muro com meus irmãos.MENTIRA!
Oopaaa! Meus irmãos não são vândalos, só queriam conhecer a cultura underground. Hahsuahsuhasuahshausahs...Eles apanharam que só mããããsss... mais uma vez eu fiquei só de butuca.
8 - Na sétima série, quebrei a cabeça da minha melhor amiga.
Ô, genteim! Foi um desastre apenas. Eu estava correndo do supervisor e a força do meu corpo foi com tudo pra cima dela. A cabeça da guria bateu na quina da porta, todos saíram de suas salas, apontaram para mim [A ASSASSINA] e.... não fui suspensa! =D A diretora disse: "ela é amiga, jamais faria por mal". É isso aew, tia! \o/
9 - Na escola, eu não gostava de dar pesca pra ninguém. Quem quisesse que fosse estudar, ouras!
Após todo o meu rebuliço blogosférico, estou sabendo lidar bem com a minha abstinência. Isso até vem até me ocasionando um certo enjôo da internet. Não tenho vontade de ficar horas a fio no msn e meus dedos andam coçando para cometer um orkutcídio. E, mesmo que eu não demore tanto acessando a net, a minha curiosidade pelo que anda acontecendo na blogosfera permanece a mesma. Continuo me sentindo uma blogueira, mesmo quando algumas pessoas acham que eu as deixei orfãs. Oximodeuzi!
Num desses passeios blogosféricos, encontrei na Lô um meme super manêro, que depois foi surrupiado pela Nati/Paty e depois pelo Amigão. Eu, como sou uma ratinha de memes, resolvi fazê-lo até mesmo para tirar um pouco de poeira dessa budega e para brincar também. Tem coisa mais gostosa que brincar? Então, vamos que vamos!
Tenho que dizer 9 coisas aleatórias sobre mim, não importando a relevância. 6 dessas coisas terão que ser verdades verdadeiras e 3 mentiiiras. Quem me conhecer um tantinho, irá acertar em que estou mentindo, afinal são coisas muito raladas. Hhaushausa. Assim que eu me der por satisfeita, postarei quem acertou nos próprios coments, ok? Não há uma quantidade específica de blogueiros para quem eu posso repassar, mas, como do último meme [o musical] eu fui enxotada, vou repassar somente para Polary!
1 - Quando eu tinha 3 anos, caí de uma altura de 3 a 4 metros e nunca mais me recuperei. 2 - Aprendi a jogar futebol de botão com meus irmãos. 3 - Não quero engravidar antes de adotar uma criança. 4 - Quando eu tinha 12 anos, ganhei medalha de ouro num campeonato de conjugação de verbos, promovido na escola. 5 - Entrar numa banca de jornal, hoje, tem sido uma façanha para comprar revistas em quadrinhos. 6 - Desisti de ser jornalista para fazer psicologia. 7 - Eu já pinchei muro com meus irmãos. 8 - Na sétima série, quebrei a cabeça da minha melhor amiga. 9 - Na escola, eu não gostava de dar pesca pra ninguém. Quem quisesse que fosse estudar, ouras!
Hehehe. E aew, meu povo??! Qualé? Ou melhor, quais são?! ^^
Sentir o outro, muitas vezes implica em se doar… mas doações implicam também em consequências. Quando se está preparado pra elas?
Às vezes, a segurança que se pensa sentir quanto aos seus ‘movimentos’ vão de encontro às suas vontades mais íntimas. Entretanto, saber perceber tais choques e lidar com eles de uma forma, se não esperada, pelo menos sincera, seria ideal, quando algumas coisas estão em jogo. Como saber a melhor forma de lidar com elas?
Quando para alguns, seus olhos parecem mistério e para outros, desnudam o que passeia por entre seu cintilar, mesmo que em ambos haja ‘claridade’, esta nem sempre é enxergada como tal. Então, como desvendar os ‘mistérios cintilantes’ de um olhar despudorado de qualquer intenção que pareça maior que seu próprio círculo?
Nos momentos em que as suas vaidades se encontram com as do alheio, em que circunstâncias uma deve dar espaço à outra?
Se em instantes, mesmo que sejam poucos, você lê no conjunto de um ‘todo’ apenas o desejo do toque, o sentir dos cheiros, e a dúvida de uma intenção se apresenta, ainda que seja por segundos…como se manifestar?
Questionamentos feitos, respostas já previstas. E mesmo assim, ao mirar o que se apresenta em momentos de sensações infindas, as respostas da sua alma continuam a debater com as do seu coração.
Fevereiro foi punk, dark. Um mês sem respostas, cheio de frustrações e quando eu achei que uma viagem pelo carnaval viria pra me tirar dessa rotina, dessa cidade, a viagem não rolou. Me isolei do mundo, das pessoas, de mim e me dediquei àquilo que tem sido meu refúgio nesses últimos dias, a pesquisa. É nela que eu deposito minha fé pra sair do marasmo profissional. Eu já não tenho esperança alguma no mercado de trabalho daqui. Só tem assessoria e assessoria é um lance muito chato! Eu trabalho numa e não fosse o meu “orgulho de independência financeira” eu já teria mandado pro espaço.
Se tem uma coisa que eu aprendi é que não nasci pra assessoria de comunicação. Já tive três ou quatro experiências na área e quando chega no segundo mês, eu me pergunto: que diabo eu to fazendo aqui?! O fato de não estar feliz no trabalho, reflete em tudo. Ando pra baixo, fico em casa, olhando pro teto, esperando o emprego dos sonhos cair do céu. Quando um campo da tua vida tá no fundo do poço, todo o resto começa a cair também. Ando descontente e irritada com tudo. Janeiro até foi legal, teve o LabmiL e eu pude quebrar a rotina, conhecer gente, pegar chuva, produzir.
Do auge do meu pessimismo, eu tava esperando um março ainda pior que fevereiro, 31 dias de azia. Mas eis que um telefonema veio me tirar da fossa. Meu ex-chefe me ligou pra cobrir as férias de uma amiga na Rádio Universidade. Minha mãe resmungou. Talvez um dia, quando eu tiver casa e filhos pra cuidar, eu entenda que um trabalho chato, porém rentável é a melhor opção. Ela só não entende, é que eu além de fazer esse favor pra radiun, vou também fazer um mega-favor pra mim. Fazer programação musical, ouvir música, pensar música é terapia pra mim e eu faço com muito entusiasmo. Só de imaginar que segunda vou voltar pra um ambiente onde me sinto totalmente a vontade, conviver com pessoas por quem tenho um carinho imenso, já faz da minha sexta bem menos nublada.
Pois é, amigos. Desculpem-me a ausência, embora eu não tenha viajado, eu não estava em mim. Tava vagando em algum canto do meu subconsciente, tentando manter o equilíbrio. achar uma resposta. Agora eu vou me iluminar com essas brechas de luz, enquanto a do fim do túnel não aparece.
Hoje, quando acordei, percebi que havia dormido com os braços em volta de mim, como um abraço. Sorri. Afinal, era meu aniversário e meu corpo me abraçava com carinho. Parecia que o dia estava conspirando para um bom sentimento de renovação da alma e da vida.
Levantei. A cada um que aparecia na minha frente, saudava com euforia e um bom abraço a lembrança de que hoje é um dia especial para mim mesmo, "me abraça, hoje é meu aniversário!". Então, liguei o rádio. E até ele me saudou com poesia. Tocava o grupo "A Cor do Som" (quer nome melhor de banda?) uma música, que não era um 'parabéns pra você', piegas e tão comum, mas uma música que sintetiza este dia para mim, o meu re-nascimento.
"Abri a porta Apareci A mais bonita Sorriu pra mim Naquele instante Me convenci Que o bom da vida Vai prosseguir Vai prosseguir Vai tá pra lá do céu azul Onde eu não sei Lá onde a lei Seja o amor E usufruir do bom do mel e do melhor Seja comum Pra qualquer um Seja quem for Abri a porta Apareci Isso é a vida É a vida assim"
"Eu quase que nada sei. Mas desconfio de muita coisa".
Dona Reis
"Tudo que é característico nela é complexo..."
Luana Diniz
"Essa menina, essa mulher, essa senhora, em que esbarro toda hora no espelho casual... É feita de sombra e tanta luz, de tanta lama e tanta cruz, que acha tudo natural."
Polyana Amorim
"Bambeia, cambaleia, é dura na queda, custa cair em si, largou família, bebeu veneno e vai morrer de rir"